15 de Janeiro de 2010

15/01/1890 Estreia, em S. Petersburgo, "A Bela Adormecida", de Tchaikovsky



No dia 15 de Janeiro de 1890, no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, realizou-se a estreia do bailado “A Bela Adormecida”.
Com música do compositor russo Tchaikovsky e coreografia de Marius Petipa, “A Bela Adormecida” é um ballet composto por um prólogo e três actos, baseado no conto de fadas, com o mesmo nome, do escritor francês Charles Perrault. Tchaikovsky escreveu a obra em 1888 e 1889. Ao contrário do que tinha acontecido com “O Lago dos Cisnes”, “A Bela Adormecida” foi um sucesso. A história anda à volta de uma princesa que é enfeitiçada para dormir até que um príncipe encantado a desperta com um beijo de amor.
O conhecido bailarino Rudolph Nureyev fez a sua estreia no Ocidente dançando “A Bela Adormecida”. A apresentação de reabertura do Royal Opera House, Convent Garden, em 1946, depois da Segunda Guerra Mundial, não foi uma ópera, mas sim o bailado “A Bela Adormecida”. O czar Alexandre III e a sua família assistiram ao ensaio geral. Ao sair, o czar limitou-se a afirmar que era muito lindo. Isto irritou Tchaikovsky, que estava à espera de uma reacção mais favorável.

Tchaikovsky-'Valsa' de 'A Bela Adormecida'










Orquestra Festival de Roma
Maestro-Claudio Bertolini




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14 de Janeiro de 2010

14/01/1900 Estreia de "Tosca", de Puccini, no Teatro Costanzi, em Roma

 

 

 

No dia 14 de Janeiro de 1900 estreou-se no Teatro Costanzi, em Roma, a ópera “Tosca”, de Giacomo Puccini.

Tosca é uma ópera em três actos, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado na peça de mesmo nome de Victorien Sardou. Quando a ópera estreou, a atmosfera política na Itália era tensa, com muita agitação revolucionária de carácter socialista e anarquista contra a monarquia e a política reaccionária do rei Umberto I, que seria assassinado em Monza seis meses depois. A rainha e o primeiro-ministro assistiram à estreia, e por essa razão alguns temiam um ataque terrorista contra o teatro. Tosca era uma ópera profética do século que estava para começar. É uma ópera sangrenta, e este seria um século sangrento. Scarpia parece prenunciar Hitler, Stalin e outros ditadores. Quando Tosca salta para a morte, no momento final da ópera, parecemos ouvir o riso de Scarpia, vitorioso mesmo depois de morto.

Uma versão moderna da ópera, apresentada em Bregenz, na Áustria, faz parte de uma cena do vigésimo segundo filme de James Bond, Quantum of Solace. Na cena, James Bond escuta, em segredo, o encontro entre membros de uma organização terrorista e foge dos mesmos ao som da ária "Va, Tosca", no final do primeiro acto, cantada por Scarpia.

 

  

Puccini-"Va, Tosca", de "Tosca"

 

 

Barítono-Tito Gobbi
Coro e Orquestra do La Scala, de Milão
Maestro-Victor de Sabata
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13 de Janeiro de 2010


13/01/1945 Estreia da Sinfonia nº 5, de Prokofiev. O compositor dirigiu a Orquestra Filarmónica Estatal de Moscovo

No dia 13 de Janeiro de 1945 o compositor Sergei Prokofiev assumiu o papel de maestro e dirigiu a Orquestra Filarmónica do Estado de Moscovo, na estreia da sua Sinfonia nº 5.

Embora a Sinfonia nº 5, em si bemol menor, op. 100, de Prokofiev, seja, aparentemente, o resultado de um largo processo de acumulação e maturação de ideias musicais, o trabalho sobre a partitura propriamente dita não durou mais de um par de meses. Este trabalho foi realizado durante o Verão de 1944, numa casa em Ivanovo, para onde tinham sido evacuados vários compositores, por motivos de segurança, devido à guerra.

Segundo o biógrafo Henry Halbreich “a Quinta é a mais ambiciosa e a mais acabada das sete sinfonias de Prokofiev. O próprio compositor considerava-a a culminação de largos anos de actividade criadora. Assim, querendo destacar essa posição chave, atribuiu-lhe, deliberadamente, o significativo número de Opus 100”.

Esta sinfonía é a mais popular das sete que aparecem no catálogo de Prokofiev. Apesar do compositor a ter concebido, essencialmente, como “a expressão da grandeza do ser humano”, muitos viram nela uma página musical cheia de um sentimento de vitória. A estreia da obra coincidiu com uma importante vitória, por parte do exército soviético, sobre os nazis.

Anos mais tarde, quando a música de Prokofiev foi vítima da censura do regime de Stalin, a Quinta Sinfonia foi uma das suas poucas obras que não foi condenada. Na altura em que o maestro Serguei Koussevitzky a dirigiu, nos Estados Unidos, descreveu-a como uma das obras mais grandiosas da sua geração, interpretando-a duas vezes, em Nova Iorque, na mesma temporada.

Prokofiev-Sinfonia nº 5, op. 100, em si bemol maior
Orquestra Filarmónica de Los Angeles
Maestro-André Previn
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13 de Janeiro de 2010

13/01/1864 Morre Stephen Foster




No dia 13 de Janeiro de 1864 morreu, na miséria, um compositor norte-americano cujas canções continuam populares mais de 150 anos depois da sua morte. Falamos de Stephen Foster.
Stephen Collins Foster, nascido a 4 de Julho de 1826, é conhecido como “o pai da música americana”. De descendência irlandesa, nasceu em Lawrenceville, agora parte da cidade de Pittsburgh, na Pennsylvania e foi o mais novo de dez filhos de uma família de classe média, que cairia na pobreza, devido ao alcoolismo do pai. A sua educação incluiu uma breve passagem pela Universidade de Jefferson. Não se sabe se deixou a universidade voluntariamente ou se foi expulso. A verdade é que, um belo dia, saiu com um colega e nunca mais regressou.
Em 1846, Foster foi para Cincinnati trabalhar como guarda-livros na empresa do seu irmão. Foi então que começou a escrever algumas das suas canções. Tentou ganhar a vida como compositor profissional, mas ganhava muito pouco, devido à falta de leis de protecção aos direitos de autor. Vários editores publicavam as suas obras sem lhe pagar nada. Pela famosa canção “Oh, Susanna”, Foster recebeu 100 dólares.
Em 1860, Stephen Foster mudou-se para Nova Iorque. A partir daí, tudo correu mal. A qualidade das suas novas canções tinha piorado muito. Cada vez com menos dinheiro, foi viver para um hotel barato, na baixa de Manhattan. Após algum tempo ficou doente. Depois de 4 dias sem se poder levantar, devido a uma persistente febre, tentou chamar uma empregada do hotel, para o ajudar. Ao levantar-se, bateu com a cabeça no lavatório que se encontrava ao lado da cama e teve que ser levado para o hospital de Bellevue, onde veio a falecer três dias depois, a 13 de Janeiro de 1864. Na sua carteira encontraram 37 cêntimos.

Old Folks At Home

Violino-Jascha Heifetz
Piano-Milton Kaye

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12 de Janeiro de 2010


12/01/1894 Estreia, em Nova Iorque, do Quinteto op. 97, em mi bemol maior, para cordas, de Dvorák

No dia 12 de Janeiro de 1894, estreou-se, em Nova Iorque, o Quinteto op. 97, de Antonin Dvorak.

O Quinteto op. 97, em mi bemol maior, para cordas, conhecido como o Quinteto Americano, foi composto por Dvorak em Spillville, Iowa, onde tinha ido passar o Verão de 1893, com membros da comunidade checa. É um quinteto com viola, já que a partitura requer um quarteto de cordas, com uma viola extra. Levou pouco mais de um mês a compor, imediatamente depois de Dvorak ter composto o Quarteto para cordas, conhecido como o Quarteto Americano.

Tal como o Quarteto, o Quinteto op. 97 retrata fielmente o estilo boémio de Dvorak, com inspiração americana. Acabado de compor no dia 1 de Agosto de 1893, só veio a ser interpretado em público pela primeira vez no dia 12 de Janeiro do ano seguinte.

Dvorak-Quinteto op. 97, em mi bemol maior, para cordas (Final)
Vlach Quartet Prague
Viola-Ladislav Kyselak
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11 de Janeiro de 2010

11/01/1875 Nasce Reyngold Moritsevich Gliere

No dia 11 de Janeiro de 1875 nasceu em Kiev, na Rússia, o compositor, de ascendência alemã, Reinhold Glière.

Reinhold Moritsevich Glière entrou para a escola de música de Kiev em 1891 e, em 1894, deu entrada no Conservatório de Moscovo, onde estudou com Sergei Taneyev, Ippolitov-Ivanov e Anton Arensky, entre outros. Graduou-se em 1900, tendo composto uma ópera num só acto, ganhando uma medalha de ouro em composição. Entre 1905 e 1908 estudou direcção de orquestra em Berlim. Em 1913 foi nomeado professor na escola de música de Kiev que, pouco tempo depois, ascendeu à categoria de Conservatório. Um ano mais tarde, foi nomeado director daquela instituição.

Em 1920 Reinhold Glière foi nomeado professor do Conservatório de Moscovo. Entre os seus alunos figuram Prokofiev, Myaskovsky e Khachaturian. Glière é reconhecido por ter incorporado música folclórica da Rússia, Ucrânia e países vizinhos em várias das suas composições. O seu primeiro sucesso como compositor foi o Poema Sinfónico “As Sirenes”, escrito em 1908. Morreu em Moscovo no dia 23 de Junho de 1956.

Glière-'Dança do marinheiro russo' de 'A papoila vermelha',op.70

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08 de Janeiro de 2010


08/01/1998 Morre Michael Tippett

8 de Janeiro. Dia para prestarmos homenagem a um compositor inglês que, ao contrário de outros de que já aqui falámos, não foi talento precoce, nem compositor prolífico. Vamos falar de Michael Tippett.

Sir Michael Kemp Tippett nasceu em Londres no dia 2 de Janeiro de 1905. Só em 1923, já com 18 anos, ingressou no Royal College of Music, de Londres, e quando publicou as suas primeiras obras a sério já tinha mais de trinta anos. A música de Michael Tippett reflecte variadas influências: Beethoven e Stravinsky, além dos madrigais e do jazz. Na parte final da sua carreira interessou-se pela música rap e chegou a utilizar a guitarra eléctrica, nas óperas “The Knot Garden” e “The Ice Break”.

Ao longo da sua vida Michael Tippett empenhou-se na defesa das causas cívicas. Pacifista militante e com ideias políticas de esquerda, esteve preso durante 3 meses, em 1943, por se ter recusado a cumprir o serviço militar. A obra que lançou a sua carreira, a oratória “A Child of Our Time”, nasceu em resposta a importantes acontecimentos da altura, neste caso a perseguição dos judeus pelos nazis. Michael Tippett morreu no dia 8 de Janeiro de 1998.

Michael Tippett-'Danças Rituais' de 'The Midsummer Marriage'
Orquestra Sinfónica Escocesa da BBC
Maestro-George Hurst
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07 de Janeiro de 2010



07/01/1842 Estreia Stabat Mater, de Rossini, no Salle Ventadour, Paris

No dia 7 de Janeiro de 1842, realizou-se, no auditório Salle Ventadour, em Paris, a estreia de Stabat Mater, de Gioachino Rossini.

Devido ao facto de Rossini ter sido, principalmente, um compositor de óperas cómicas, as poucas obras religiosas que escreveu são, por vezes, criticadas como sendo menos sérias. Esta não era, certamente, a intenção de Rossini, apesar das fortes tendências operáticas, especialmente, no Stabat Mater. De início, Rossini compôs só algumas das 10 secções que integram a obra. Devido a dores nas costas, reais ou estratégicas (Rossini não estava muito motivado, a princípio), o resto foi composto por Giovanni Tadolini, de Bolonha. O Stabat Mater foi interpretado com esta forma, em Madrid, em 1832.

No entanto, antes da obra ser publicada, Rossini conseguiu voltar ao manuscrito e reescreveu as secções de Tadolini. O Stabat Mater foi estreado em 1842, na sua forma definitiva. O poeta alemão Heinrich Heine, depois de ter assistido à sua interpretação, escreveu que o teatro parecia um “vestíbulo do céu”. A audiência comoveu-se profundamente com a beleza sombria da abertura e foi arrebatada pelas belas melodias dos andamentos seguintes.

Rossini-Excerto de 'Stabat Mater'
Coro da Rádio da Holanda
Maestro-Martin Wright
Royal Concertgebowv Orchestra
Maestro-Riccardo Chailly
publicado por António Filipe às 13:42 link do post
06 de Janeiro de 2010



06/01/1863 Estreia, em Viena, a Sonata nº 3, em fá menor, para piano, de Brahms

No dia 6 de Janeiro de 1863, estreou, em Viena, a Sonata nº 3, op. 5, em fá menor, para piano, de Joahnnes Brahms.

A Sonata nº 3, para piano, foi composta por Brahms em 1853. Esta sonata, mais longa que o habitual, é composta por 5 andamentos, em vez dos tradicionais 3 ou 4. Na altura da sua composição foi considerada, por muitos, como tendo um estilo ultrapassado. Brahms, apaixonado pela música de Beethoven e pelo estilo clássico, escreveu a Sonata nº 3 com uma combinação genial do espírito romântico livre e da arquitectura clássica, mais restrita. Um bom testemunho da afinidade de Brahms com Beethoven é o facto desta sonata conter o motivo, imediatamente reconhecido, da 5ª Sinfonia de Beethoven.

Composta em Düsseldorf, a Sonata nº 3, em fá menor, para piano, marca o fim de um ciclo de 3 sonatas e foi apresentada a Robert Schumann, em Novembro de 1853, ano da sua composição. Foi a última obra que Brahms submeteu a Schumann, para comentar. Johannes Brahms tinha acabado de fazer 20 anos quando escreveu a Sonata nº 3, op. 5, em fá menor, para piano.
Brahms-Sonata nº 3, op. 5, em fá menor, para piano
Piano-Krystian Zimerman
publicado por António Filipe às 20:10 link do post
06 de Janeiro de 2010

06/01/1897 Estreia "La Boheme", de Puccini em Alexandria - Egipto

No dia 6 de Janeiro de 1897 estreou, em Alexandria, no Egipto, a ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini que, devido à humanidade das suas personagens e à sua partitura, se tornou numa das óperas mais famosas do compositor.
“La Bohème” é uma ópera em quatro actos com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no livro de Henri Murger “Scènes de la vie de bohème”. A sua estreia absoluta realizou-se no Teatro Regio de Turim, a 1 de Fevereiro de 1896, sob a direcção de Arturo Toscanini. A história passa-se em Paris, por volta de 1830. La Bohème é um exemplo de uma ópera proletária. Até à época em que Puccini compôs La Bohème, quase todas as personagens de ópera tinham sido reis, príncipes, nobres, guerreiros, deuses ou heróis da mitologia grega. As personagens de La Bohème são intelectuais proletários que nem dinheiro têm para pagar a renda.
Assim como Violetta Valéry em “La Traviata”, de Verdi, a protagonista de “La Bohème” morre de tuberculose. Mas, ao contrário de Violetta, Mimì não é nenhuma cortesã dos salões elegantes de Paris, mas antes uma mulher pobre da periferia. Até ao sucesso de “Manon Lescaut”, o próprio Puccini conheceu grande pobreza. A vida boémia que Puccini vivia na época também era muito semelhante à das personagens de “La Bohème”.

Puccini-'O soave fanciulla' de 'La Bohème'

Tenor-Giuseppe di Stefano
Soprano-Maria Callas

publicado por António Filipe às 19:04 link do post
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